Mas, e depois do AVC? Dicas para reabilitação.

Após um AVC, família e paciente costumam apresentar não só inúmeras dúvidas, como também inseguranças advindas, sobretudo, de informações duvidosas lidas na internet!

É fundamental investir em um bom direcionamento médico neste momento, que aborde os questionamentos de paciente e familiares, principalmente sobre as consequências da doença e sua recuperação.

Afinal, quais serão as sequelas de um quadro de AVC? O que fazer para que o paciente recupere, pouco a pouco, sua qualidade de vida?

Antes de tudo, é preciso conhecer as características do AVC!

O AVC é uma das doenças que mais gera perda de autonomia, não só no Brasil, mas em todo o mundo. Algo que o próprio paciente deve repetir a si mesmo e que os familiares também podem incorporar é: ninguém está realmente preparado para lidar com o AVC, é necessário um pouco de paciência e muito aprendizado neste processo!

Dentre as principais sequelas podemos destacar a dificuldade de movimentação (controle motor), disfagia, prejuízo à postura corporal e equilíbrio, rigidez muscular, alterações de sensibilidade, dificuldades de fala, impacto negativo à memória e raciocínio, e também, adoecimentos emocionais, como a ansiedade, desânimo ou depressão.

É importante ter em vista que a intensidade destas sequelas varia de paciente para paciente. O mais relevante é que haja um planejamento e abordagens efetivas para que todas essas possibilidades sejam minimizadas.

A reabilitação pós AVC possui enquanto objetivo a gradativa recuperação funcional, contribuindo para que pessoas que vivenciaram esse quadro possam recuperar habilidades prejudicadas pelo AVC, alcancem a autonomia e bem-estar.

Dicas que podem ajudar

Para uma boa recuperação, alguns cuidados e práticas se tornam companheiros:

  • Prática de exercícios físicos que contem com a orientação de um profissional da Educação Física e médico de confiança. O objetivo é o fortalecimento muscular e recuperação da mobilidade!

  • Sessões de fonoaudiologia, para o trabalho com a fala e capacidade de comunicação.

  • Sessões de terapia ocupacional: neste caso, o objetivo é trabalhar, pouco a pouco, para que o paciente volte a realizar suas atividades diárias de forma autônoma.

  • Construção de uma dieta e hábitos de vida saudáveis. Ambas atenções se tornam aliadas para o alcance de mais qualidade de vida ao longo da reabilitação.

  • Manter as consultas com o médico que acompanha o seu caso em dia e, claro, priorizar o uso dos medicamentos prescritos por ele.

  • Busca pelo apoio de familiares e amigos. Essa rede de confiança é fundamental neste momento. Além disso, avalie também a possibilidade de participar de grupos de apoio para pacientes com AVC. Compartilhar experiências com outras pessoas tende a trazer novas perspectivas para o momento que você está vivendo!

  • E, por fim, mas não menos importante: fuja da cobrança excessiva! Estabeleça metas realistas em relação a sua recuperação e seja gentil com você mesmo neste processo.

Cada paciente vivenciará uma recuperação única, que pode ser um pouco mais longa ou não!

Neste processo, como você deve ter notado, o trabalho é multidisciplinar e gradual! Iniciar o mais cedo possível a reabilitação é fundamental para que a recuperação seja ainda mais potente.

Gostaria de saber mais a respeito do AVC, suas possibilidades de abordagem através da Radiologia Intervencionista e principais características destas técnicas? Confira os demais textos de nosso blog!

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