O que é?

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Miomas são nódulos (tumores benignos) de tecido muscular que se desenvolvem na parede do útero. Acontecem tipicamente nas mulheres em idade reprodutiva (entre a primeira menstruação e a menopausa), mas podem ocorrer também após. São bastante comuns, chegando a ocorrer em até metade das mulheres aos 50 anos de idade.

A principal queixa das pacientes com mioma é o sangramento vaginal intenso. Também podem ocorrer cólicas menstruais, dor pélvica e polaciúria (aumento da frequência da urina). Esses sintomas pioram na época da menstruação.


Qual o tratamento?

Uma vez devidamente avaliadas pelos Ginecologistas e pelo Radiologista intervencionistas, em conjunto com a paciente será realizada a escolha do tipo de tratamento a ser seguido. As escolhas podem ser:

  • A não realização de qualquer procedimento, o chamado “tratamento clínico” ou “conduta expectante”.

  • Tratamento cirúrgico, seja com a remoção dos nódulos (miomectomia) ou de todo o útero (histerectomia) - realizados pelo cirurgião ginecologista.

  • Tratamento endovascular através da embolização - realizado pelo Radiologista Intervencionista.

Cada caso deve ser individualmente avaliado, afim de que os médicos possam propor o tratamento que julgam adequado para cada uma das pacientes, baseado em várias características (tamanho dos miomas, sintomas relacionados, desejo de gravidez, riscos dos procedimentos e outros).

No dia da sua consulta, podem ser solicitados exames complementares, como sanguíneos e de imagem, especialmente a Ressonância Magnética da pelve. Com essas informações clínicas e complementares, você e seu médico poderão tomar juntos a melhor decisão em relação ao tratamento.


Como é a embolização?

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A embolização, diferente da cirurgia, não envolve incisões (cortes). No dia do procedimento, a paciente vai ter um acesso venoso a aplicação de medicamentos para controle da dor, de acordo com a indicação do médico anestesista.

Para a realização do procedimento, o Radiologista Intervencionista vai utilizar um acesso arterial na altura da virilha ou do punho. É algo semelhante a “pegar uma veia”, porém, para chegar ao útero, utilizamos uma artéria. Para maior conforto da paciente, utiliza-se um anestésico local, tornando o processo minimamente doloroso.

Durante o procedimento a paciente fica na posição deitada e o médico utiliza um aparelho de angiografia (emissor de Raio X) para visualizar os vasos uterinos ao vivo em uma tela.

Uma vez chegado ao ponto desejado, o médico realiza a embolização. Esta consiste em injetar, dentro do cateter já posicionado, o material de embolização escolhido até que diminua a circulação nos miomas.

O tratamento é realizado sob o regime de internação de curto prazo, geralmente com alta no dia seguinte ao procedimento. Mantém-se a paciente internada nesse período, para o controle da dor, comum nas primeiras horas após a embolização.


Onde se informar melhor?

Caso você ainda tenha mais dúvidas, entre em contato com nossa equipe através do link abaixo para agendar uma consulta. Nossa equipe conta com médicos especialistas no tratamento dessa condição e estamos prontos a ajudá-la e tirar suas dúvidas.

Veja abaixo um video criado pela Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular em colaboração com o Colégio Brasileiro de Radiologia, onde são explicados mais detalhes sobre o procedimento de embolização do Mioma Uterino.